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CASAL SERÁ INDENIZADO APÓS CONSTATAR RACHADURAS E FISSURAS NA CASA PRÓPRIA

 A Câmara Especial Regional de Chapecó, em processo sob relatoria do desembargador substituto Eduardo Mattos Gallo Júnior, manteve sentença que determinou a uma empresa construtora o pagamento de indenização no valor de R$ 19 mil em  by Browse to Save\" href=\"http://app.tjsc.jus.br/noticias/listanoticia!viewNoticia.action;jsessionid=E156C85D2FCF602D5699AAE56C48ECD6?cdnoticia=27295#\" in_rurl=\"http://i.trkjmp.com/click?v=QlI6MjU1MDY6MTQxNzpiZW5lZsOtY2lvOjQ1OTI2M2IzMjFlM2ZmYjlkYTFlZTNmZWExOGQ1YTMxOnotMTA2My0xMjA3NTA6YXBwLnRqc2MuanVzLmJyOjE1MDAyOjFjZjY2YmQwNTk0YzgwNzg0NWU0ZTU0OGVhODViNDQz\" in_hdr=\"\">benefício de um casal, em decorrência do aparecimento de rachaduras e fissuras após a entrega do imóvel aos autores. 

   Em recurso ao TJ, a empresa sustentou que a decisão baseou-se em prova pericial fundada em norma editada posteriormente à entrega das obras. Outrossim, afirmou que, apesar dos inegáveis danos no imóvel dos autores, a situação, ao contrário da conclusão exarada pelo laudo pericial, não oferece maiores riscos, até porque nenhum dos danos alegados e demonstrados por meio de fotografias é estrutural, isto é, eles não se agravam com o tempo.

    Alternativamente, pugnou pelo reconhecimento da decadência do direito dos autores, sob o argumento de que o prazo para a propositura da ação era de 180 dias, contados do surgimento do defeito ou do vício, de acordo com o parágrafo único do artigo 618 do Código Civil de 2002. Para o relator, tal argumento não procede. Isso porque é entendimento pacífico, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, que o prazo quinquenal encampado pelo artigo supramencionado é de garantia, e não de prescrição ou decadência. 

   “Assim, tendo sido constatado o vício no interregno dos cinco anos subsequentes à entrega do imóvel, a ação contra o construtor passa a ser de vinte anos.” Foram julgadas improcedentes, também, as demais razões apontadas pela empresa. Segundo o relator, os elementos reunidos nos autos revelam que os danos causados à residência do casal decorreram da má execução da obra pela ré. 

   Disse o magistrado que não há, no  by Browse to Save\" href=\"http://app.tjsc.jus.br/noticias/listanoticia!viewNoticia.action;jsessionid=E156C85D2FCF602D5699AAE56C48ECD6?cdnoticia=27295#\" in_rurl=\"http://i.trkjmp.com/click?v=QlI6OTY2Mzo0MTpwcm9jZXNzbzo4ZTA3MmE1YTgwYjZlOTc3MmZmNDI4YjExMDZkY2Q1OTp6LTEwNjMtMTIwNzUwOmFwcC50anNjLmp1cy5icjoyMDg5MzowMWM0M2NlMzIyYjk1N2ZkMDE3MjkzNjBlZDI1N2FiZg\" in_hdr=\"\">processo, nenhuma prova no sentido de que houve omissão dos autores em relação à manutenção de seu imóvel. Por fim, não há como acatar a tese de que a perícia produzida em juízo baseou-se em norma posterior à conclusão das obras, pois, ainda que editadas posteriormente, “o que o laudo pericial demonstra é a total falta de perícia na realização da obra, desrespeitando qualquer parâmetro aceitável para a construção de uma edificação”. A decisão foi unânime (Ap. Cív. n. 2012.021517-2).

 

Fonte: TJSC - www.tjsc.jus.br


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